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Uma das preocupações demonstrada principalmente por membros da Associação Comercial e Industrial de Vilhena que integram a comissão mista de gerenciamento da crise entre a prefeitura de Vilhena e alguns médicos é manter o diálogo como ferramenta de solução.
A comissão se reuniu na tarde de ontem para conhecer melhor toda a problemática que envolve a crise, a real situação financeira e os gastos para poder manter o sistema de saúde funcionando e se não foi feito nada para conter o aumento do déficit, a conta pode virar uma bola de neve e já em julho deste ano chega a casa de R$ 13 milhões só para pagar a folha de pagamento.
A projeção foi apresentada ontem pelo titular da SEMFAZ, Sérgio Massaroni e preocupa não apenas as autoridades do município, mas principalmente a sociedade que teme a falência do sistema.
A comissão volta a se reunir hoje, a partir das 17hs00 com dois representantes de cada especialidade médica. O encontro acontece no auditório do INSS e desta nova reunião pode sair uma solução mesmo que tenha que ser adotada medidas extremas.
É bom lembrar que desde o dia em que foi inaugurado o Hospital Adamastor Teixeira de Oliveira o problema existe, mas estourou agora na atual administração por que feriu muitos interesses e ninguém teve a coragem de dar um basta nisso e um dia a corda iria estourar.
Tanto o prefeito Zé Rover, quanto os membros da comissão que analisam a crise estão fazendo o máximo para encontrar uma saída. Não tem como tirar leite de pedra e os médicos que ameaçam paralisar as atividades devem ser sensíveis a estes problemas ou então buscar outras instituições que atenda as exigências que estão impondo à administração pública.
O prefeito Zé Rover está sofrendo as conseqüências da decisão errada que tomou no início da sua administração quando cedeu às pressões e exonerou o vice-prefeito Jacier Dias do cargo de Secretário Municipal de Saúde. O desgaste seria menor na época se tivesse suportado a pressão e fizesse valer a sua autoridade. Hoje qualquer um se vê no direito de mudar o destino de cada setor a partir do instante que se ver atingido por medidas de contenção de gastos. É o caso de alguns médicos que atuam há quase trinta anos e hoje se vêem no direito de ditar as normas – cumprir os horários que bem entender e cobrar o salário que satisfaça as suas exigências que estariam bem acima dos padrões de Vilhena.
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